Domingo, 24 de Maio de 2009
3.12. Cinema Western

O western foi um dos géneros cinematográficos mais populares da História do cinema e ainda hoje tem muitos fãs, embora a sua produção actualmente seja praticamente nula. O western foi e é um reflexo de um capítulo crucial da história norte-americana.
O que daria origem aos westerns do tipo selvagem tem, talvez, o seu mais remoto precedente nos espectáculos sobre o “wild west” (oeste selvagem) protagonizados por Buffalo Bill a partir de 1883.
O cenário dos westerns é o Oeste dos EUA; alguns dos filmes são cenas passadas ou relacionadas com a guerra civil americana, (embora de forma secundária pois o Oeste não se envolveu com a mesma intensidade na guerra como o Leste dos EUA). Alguns dos filmes mostram a ocupação de terra, o estabelecimento de grandes propriedades dedicadas à criação de gado; lutas com índios e a sua segregação; as corridas ao ouro na Califórnia e a guerra do Texas.

Todos os grandes momentos, isto é, o ponto culminante de um filme Western é constituído por um homicídio – um duelo, normalmente mortal para um ou ambos os adversários. “No western matar não e indigno, indigno é matar pelas costas” (Enciclopédia da Sétima Arte, vol. V)
A personagem típica deste género é o cowboy solitário que vagueia de cidade para cidade, possui apenas a roupa que traz no corpo, um revólver e um cavalo. A importância do cavalo e demasiado óbvia, já que era o único meio de transporte eficaz na época retratada.
As cidades são composta geralmente apenas por uma avenida principal onde se destacam o “saloon”, local de jogo, álcool e eventual prostituição, e a cadeia onde reside o xerife.
Os confrontos físicos em duelos são frequentes, assim como as lutas com índios.
 A mulher, na mentalidade dos pioneiros, era um ser destinado à fecundação. A mulher é um ponto de carência, o que pode ser interpretado de varias maneiras mas nunca como um simples jogo de sexual. Afirma-se com frequência que a Mulher não tem lugar no mito cinematográfico do oeste, já que a sua imagem ficaria reduzida à típica imagem da Mulher imóvel frente à avidez do homem. Os grandes westerns demonstram-nos que essa imobilidade não é um facto simples, basta lembrarmo-nos de algumas “mães” da obra de John Ford, para perceber nelas uma agressividade fora da típica debilidade feminina.
No filme Johnny Guitar está muito presente essa agressividade por parte das  duas protagonistas, Vienna (Joan Crawford) e Emma (Mercedes McCambridge) que se envolvem num duelo mortal por arrufos de amores. A incomodidade da Mulher no Western é um facto muito complexo, porque sabe extrair dela um sentido de sobrevivência e um instinto de luta.
No filme Era uma vez no Oeste, de Sergio Leone é mais uma vez abordado o papel da Mulher como Prostituta mas que, desta vez, “muda de vida”.
Neste filme, Jill (Cláudia Cardinale), é uma ex-prostituta de Nova Orleães que largou a vida na grande cidade para casar com Brent McBain (Frank Wolff), viúvo, pai de 3 crianças e um sonhador proprietário de uma grande fazenda que será transformada numa importante linha ferroviária. Jill, uma tarde, quando chega à fazenda “Água Doce” depara-se com a chacina da sua nova família, resultado de uma disputa de posse de terras. Com a morte do marido, Jill passa a ser a única proprietária da fazenda, e recebe a protecção de um hábil pistoleiro, “O Gaita” (Charles Bronson), que tem contas a ajustar com Frank (Henry Fonda) com quem Jill se vai envolver.
As Mulheres, nestes filmes, podem então assumir dois tipos de papéis bem contrastantes: por um lado, donas de um “saloon”, onde existe a prostituta; por outro, o papel de virgem, ou a boa dona de casa que apoia o marido corajoso.
 

 



publicado por Área de Projecto às 12:23
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Trabalho realizado por:
Catarina Viana, Irina Pedroso, Joana Alves e Sarah Saint-Maxent
Coordenadas pela
Professora Cecília Cunha
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