Domingo, 24 de Maio de 2009
1.1. Primórdios, Primeiras Realizadoras, Marcos da História do Cinema

A história do cinema inicia-se, naturalmente, com as experiências feitas ao longo de todo o século XIX. Estas eram, quase exclusivamente, jogos ópticos, e podemos falar de inventores como William George Horner, Willian Fitton, J. A. Ferdinand Plateau ou Émile Reynoud.
Em 1891, Thomas Edison inventou o cinétografo e, posteriormente, o cinetoscópio. Foi com base nestes que os irmãos Auguste e Louis Lumière construíram o cinematógrafo: aparelho portátil que realizava três funções, filmar, revelar e projectar.

Em 1895 foi feita a primeira exibição pública paga de filmes e é, normalmente, esta, a data indicada como o nascimento do cinema.

Edison e Lumière foram, então, os primeiros realizadores e apresentaram, na altura, documentários que seriam o incentivo ao início do cinema amador: Sortie de l’usine Lumière à Lyon (1895) foi o primeiro documentário dos irmãos e Vitascope (1896), a primeira produção de Edison.

 


A impossibilidade, até ao final da década de 20 – mais precisamente, até 1927, com The Jazz Singer , de adicionar som às películas, fazia com que a projecção dos primeiros filmes fosse normalmente acompanhada de música ao vivo e era frequente a existência de diálogos escritos, projectados entre cenas.
Ao longo de toda a história do cinema, algumas actrizes são dignas de destaque, caracterizando a história contemporânea: Theda Bara é considerada a primeira “mulher fatal”, ainda na época do cinema mudo. Depois dela, várias se seguiram: Mary Pickford, Greta Garbo, Marlène Dietrich, Mae West, Ingrid Bergman, Ava Gardner, Rita Hayworth, Carmen Miranda, Marylin Monroe, Audrey Hepburn, Jane Fonda… são inúmeros os exemplos de divas e estrelas, reconhecidas por todos e produzidas pela indústria cinematográfica, que se continuam até aos dias de hoje. Julia Roberts ou Michelle Pfeiffer provam-no.
Ao mesmo tempo, não podemos negligenciar o papel das realizadoras, porque também as há!, e é fulcral mencionar alguns nomes. Embora, inicialmente, o papel da realização e produção estivesse totalmente entregue aos homens, ao longo dos tempos veio a dar-se uma abertura cada vez maior destes cargos a mulheres, como em tantos outros cargos tradicionalmente masculinos, o que é sintomático da própria evolução das mentalidades. Assim sendo, surgem nomes como Leni Riefenstahl, Jane Fonda, Jodie Foster, Mira Nair, Kathryn Bigelow, Sofia Coppola ou Teresa Villaverde.A própria história mundial foi construindo a história do cinema: é durante a I Guerra Mundial, e devido à situação de destruição na Europa, que a produção de filmes passa a concentrar-se em Hollywood. É esta situação que, potenciando a formação e desenvolvimento de grandes estúdios, leva ao surgimento do “Star System”, o “fabrico” de estrelas que encantam multidões: o caso de Mary Pickford, “a noivinha da América” e o de Theda Bara são óbvios.
Surge, também, pelos anos 20, o consolidar dos principais géneros cinematográficos – western, policial e comédia, sobretudo -, de que falaremos mais à frente.
A partir dos anos 30, e até à II Guerra Mundial, apesar de a produção continuar a concentrar-se principalmente em Hollywood, também a França, RDA e URSS produzem obras de destaque. No primeiro caso, é-nos fornecida uma perspectiva lírica da sociedade, através do realismo poético e de melodramas policiais. Na Alemanha nazi, o cinema é utilizado como propaganda do regime – exemplo disso é Triumph Des Willens (1935), de Leni Riefenstahl. Finalmente, na URSS, também são usadas obras cinematográficas como propaganda mas, neste caso, aos planos quinquenais impostos por Estaline. Esta época é também referida como “a época de ouro de Hollywood”, que surge após a Grande Depressão e que se baseia numa renovação da indústria.Ultrapassada a II Grande Guerra, realizadores e críticos italianos decidem assumir uma posição mais crítica em relação aos problemas sociais e a rebelarem-se contra os sistemas de produção tradicionais. Surge, então, a relativamente curta experiência do neo-realismo, que, mesmo assim, deixa marcas profundas no mundo cinematográfico, sobretudo ao nível da temática, linguagem e relação com o público. Também na Itália, algum tempo depois  (leia-se anos 50-60), surge uma grande preocupação com a investigação psicológica de uma sociedade em crise: é o tempo da discussão e da reflexão sobre a condição humana e sobre a sexualidade como meio de autoconhecimento e transformação.
No mesmo período, em França, persiste um cinema tradicional e quase exclusivamente académico; as obras são pessimistas e exageradamente politizadas ou reagem ao materialismo e existencialismo. Jacques Tati renova a comédia com Mon Oncle (1958). Em 1957, surge, num entanto, um movimento contra o academismo vigente, e que privilegia o cinema de autor, rejeitando o cinema de estúdio e as regras narrativas. É a Nouvelle Vague.
A partir daqui, assistimos a um desenvolver das técnicas e dos procedimentos, a um aprofundamento de temas, linguagem, personagens, etc, que nos leva ao cinema que conhecemos hoje em dia. O papel da mulher, diminuto no início da história do cinema, adquire um papel fulcral – e, muitas vezes, principal – no mundo do cinema, e não pode ser desprezado.
É, assim, desde já notório o impacto das primeiras manifestações femininas neste mundo – embora não devam ser retiradas do contexto histórico em que estão inseridas -, que ajudaram na libertação da mulher e na abertura do seu papel social, sendo uma óbvia arma para o triunfo (maior ou menor) do feminismo no mundo.
 

 



publicado por Área de Projecto às 16:14
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Trabalho realizado por:
Catarina Viana, Irina Pedroso, Joana Alves e Sarah Saint-Maxent
Coordenadas pela
Professora Cecília Cunha
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