Domingo, 24 de Maio de 2009
3.2. Cinema de Animação: “O Império Walt Disney”

O cinema de animação é “a arte ou a técnica de animar desenhos ou bonecos, fotografando em sequência uma série de desenhos parados, de modo que, ao projectar-se o filme, figuras e objectos se movam como na acção ao vivo” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa).
Walt Disney foi e é o grande ícone do cinema de animação, tendo iniciado a produção de filmes logo após o término da I Grande Guerra e “ em 1925, Walt Disney chegou a Hollywood proveniente de Kansas City, para montar o seu primeiro estúdio de desenhos animados” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa).
Este “Mestre da Animação” produziu uma série intitulada As Aventuras de Alice, onde a jovem Virgínia Davis, interpretava o papel de “uma heroína que vivia no mundo dos desenhos animados.” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa).
Mas só em 1928 foi produzido o primeiro desenho animado sonoro – O famoso Rato Mickey!

 


"As acções de Mickey Mouse e dos seus companheiros satirizavam, num âmbito de dimensões fantásticas (construídas sobre contrapontos sonoros e cromáticos) o mundo animal, sempre com transparentes alusões ao humano.” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa).
Com a ajuda de um dos seus mais dedicados colaboradores, Ub Iwerks, Walt Disney deu “vida” a um leque de outros desenhos animados, companheiros de trama do rato mais famoso do cinema: “Minnie, sua noiva, o cão Goofy, sempre desajeitado e ensonado, a parelha de enamorados formada pelo cavalo Horácio e pela vaca Clarabela, o autêntico cão Pluto e Donald Duck, pato de feitio colérico, ácido e neurasténico.” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa).
Ao longo do tempo, sem que o próprio Disney tivesse consciência “os significados morais e éticos dos seus cartoons acabaram por ter uma presença ostensiva” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa). Exemplo disso, é o filme Os Três Porquinhos, realizado em 1933, época em que os Estados Unidos ainda se encontravam afogados nos efeitos da grande Depressão económica. “Na fábula de Disney via-se o honrado porquinho Jimmy construir com as suas próprias mãos, contando com a pouca colaboração por parte dos seus sempre cansados irmãos, uma casa de tijolos como refúgio sólido contra os assaltos de um famélico e traidor Lobo Mau. Entrevia-se claramente nesse filme um clima semelhante àquele por que a nação americana estava a passar. (…) Muitos viram nessa película de desenhos animados um sopro de alento para os Norte-Americanos, pois ela convidava-os a construírem, com optimismo, um novo futuro.” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa).
Com a entrada dos Estados Unidos da América na II Guerra Mundial, o cinema americano reduziu a sua produção, inclusivamente, como é óbvio, o cinema de animação. “Não fosse o Governo, que encarregou Disney da realização de um número considerável de desenhos animados de conteúdo anti-nazi e propagandístico, com elementos didácticos sobre o uso das armas e como ilustração da capacidade militar dos Aliados, e os estúdios Walt Disney teriam infalivelmente de cessar as suas actividades” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa).
Conseguindo ultrapassar a crise cinematográfica gerada pela Guerra, e após o seu terminar, Disney “decidiu dar vida, pela primeira vez na história do cinema, a longas-metragens de temas desenhados” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa).
Surgem então três grandes filmes de animação – Branca de Neve e os Sete Anões, A Gata Borralheira e A Bela Adormecida – e, em todos eles, o papel de protagonista era sempre cedido á mulher (mesmo que seja apenas um desenho animado) que representava sempre uma princesa injustiçada e maltratada pela bruxa malvada, tornada escrava, ou presa na torre do castelo mais obscuro, que após muito sofrimento é salva por um príncipe muito charmoso, dando origem ao “E viveram felizes para sempre…”.
Mais tarde, em 1965, surge Mary Poppins, “filme no qual a promiscuidade de figuras desenhadas e actores vivos era justificável pela base fantástica do tema e pelo perfeito equilíbrio” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa), onde, mais uma vez a personagem principal, desta vez de carne e osso, é uma mulher, a actriz Julie Andrews. Teria Disney um “fascínio animado” pela mulher? Defendemos que sim. No entanto, pela análise realizada, apercebemo-nos que não poderia ser uma mulher comum, mas sim uma “heroína” alegre, jovem, cómica, inteligente, capaz de captar a atenção, a simpatia do espectador, seja ele criança ou adulto.
Em todos os filmes, de curta e/ou longa-metragem, de Walt Disney, a mulher aparece, como desenho animado ou não, dando vida a personagens principais e/ou personagens de relevo.
Após a morte de Walt Disney, os seus estúdios continuaram a produzir desenhos e filmes animados, “fiéis à matriz que os engendrou, confirmando com isso a rendibilidade de uma fábrica de imagens que trabalha apontando para o futuro, tendo em conta a evolução intelectual de um público pertencente às novas gerações.” (in O Cinema – Enciclopédia da 7ª Arte vol. I das Publicações Alfa).
 

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publicado por Área de Projecto às 15:50
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Trabalho realizado por:
Catarina Viana, Irina Pedroso, Joana Alves e Sarah Saint-Maxent
Coordenadas pela
Professora Cecília Cunha
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