Domingo, 24 de Maio de 2009
3.1. Cinema de Acção/Policial

Estes géneros envolvem geralmente uma história de protagonistas do bem contra antagonistas do mal, que resolvem as suas disputas com o uso da força física. Os filmes são geralmente superproduções com alta tecnologia, que recorrem frequentemente ao uso de efeitos especiais. Todos os filmes de acção têm como base filmes de aventura, ficção científica, guerras e policiais.
Os filmes de acção começam normalmente com um crime e no caso dos policiais, a maioria opta por ter como vítima uma mulher, como no filme O Mistério de Maria Roget onde é encontrado um corpo de uma mulher jovem e bonita, a boiar no rio Sena.
No género policial, os argumentos quase sempre envolvem crimes e criminosos, policiais e detectives, gangsters e ladrões.

 


Os primeiros filmes abordavam a luta da polícia contra os gangsters de Chicago- introduzidos no cinema por Josef von Sternberg, Howard Hanks e Rouben Mamoulian (in Enciclopédia da 7ª Arte vol.V) ocorridos na Lei Seca. No Filme Scarface «O Homem da Cicatriz» (1932) existe uma alusão ao chefe da vida real Al Capone — gangster Italo-americano que liderou um grupo de criminosos dedicados ao contrabando e á venda de bebidas entre outras actividades ilegais durante a Lei Seca da década de 20 e 30.
Na década de 40, muitos filmes policiais ficaram conhecidos pelo seu estilo cinematográfico pelo nome de “ film noir” — filme negro — é um estilo de filme que está associado a filmes policiais, que retrata os seus personagens num mundo cínico e antipático, “o film noir (nome dado pelos críticos franceses) é derivado dos romances de suspense da época da Grande Depressão” ( in Enciclopédia da 7ª Arte vol.V).  Em 1947 no filme A Dama de Xangaí  do realizador Orson Welles, a sua mulher Rita Hayworth interpreta uma mortífera “loira fatal”. Também é característico destes filmes haver uma narração do protagonista que não tem que chegar necessariamente vivo ao fim da história.   

Nos anos 60 e 70, os filmes passam a ser mais violentos e os policiais envolverem-se pessoalmente nos casos que investigam; são famosas também as perseguições de carro. O filme Chinatown (1974), com Jack Nilcholson e dirigido por Roman Polanski, conta uma trama cujo protagonista é um típico detective dos anos 40/50 que se envolve com um “loira fatal” (baseado in Enciclopédia da 7ª Arte vol.V). Mais uma vez, a mulher assume um papel de mulher fatal, que começa a ser já recorrente neste género e que tem como uma das suas características mais evidentes o facto de ser loura.
Na década de 90 os filmes exploram as investigações sobre crimes em série, cujos autores eram os psicopatas conhecidos como serial killers. O tema não era novo, pois já tinha sido abordado na década de 60 com o filme O Homem que Odiava Mulheres.
Nos últimos tempos, o tema preferido deste género tem sido o submundo, envolvido em drogas e prostituição, onde também é bastante evidente a corrupção policial como pode ser visto no filme Los Angeles, cidade proibida (1997) que conta novamente com a presença de uma loira misteriosa interpretada por Kim Basingner.
Este género cinematográfico utiliza um pouco de suspense para criar uma atmosfera de tensão e medo e claro muita acção.
Nestes dois géneros cinematográficos — acção e policial — a mulher em muitos casos assume o papel de refém ou até de vítima mortal como no caso, já referido, de O Mistério de Marie Roget. Noutros filmes assume um papel muito particular — o de “Loira Fatal” — pois esta figura da mulher fatal é um estereótipo feminino muito usado tanto na literatura como no cinema policial. “A mulher fatal geralmente seduz o “herói” e outros homens para obter algo que eles não dariam livremente”. (in Enciclopédia da 7ª Arte vol. V).
Um outro filme, Psycho (1960), de Hitchcock em que a heroína é morta numa das cenas iniciais, foi um marco bastante mediático deste género, uma vez que nunca antes tal coisa sucedera num filme. Após ter feito um desfalque de 40 mil dólares numa imobiliária, a heroína põe-se a monte, passa uma noite num Motel onde é recebida por um simpático rapaz, tímido e dominado pela mãe e, após uma curta conversa, o rapaz esfaqueia-a brutalmente, enquanto esta toma banho.
Outro filme, considerado o mais horripilante da história de Hollywood, é Os Pássaros de Hitchcock (1963). Neste filme uma bela jovem loira, Melania Daniel (Jessica Tandy), da cidade de São Francisco, vai até á pacata cidade de Bodega Bay na Califórnia, perseguindo um solteirão, Mitch Brenner (Rod Tayler). Ela é atacada inexplicavelmente por uma gaivota e, momentos depois, milhares de pássaros invadem a cidade, atacando crianças e adultos e alimentando-se destes. Entretanto, a protagonista luta para salvar a sua vida, contra a força mortal que não pode ser explicada e tão pouco vencida.
Nestes dois filmes de Hitchcock podemos observar dois aspectos: a vulnerabilidade da mulher relativamente ao homem, no primeiro, e a forca da natureza, no segundo, características distintas deste tipo de filme, de acção e terror.
A mulher, em muitos dos filmes de acção, é caracterizada como um ser intuitivo, de carácter forte e sedutor, sendo vista e respeitada da mesma forma que o homem. A única excepção está representada nos filmes de Hitchcock, onde a Mulher é realmente vulnerável. Nos filmes de hoje em dia, a mulher é considerada um bem fundamental em casos para resolver, bem como em simples pedidos de ajuda.
 

 



publicado por Área de Projecto às 15:59
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Trabalho realizado por:
Catarina Viana, Irina Pedroso, Joana Alves e Sarah Saint-Maxent
Coordenadas pela
Professora Cecília Cunha
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