Domingo, 31 de Maio de 2009
...


publicado por Área de Projecto às 10:55
link do post | favorito

Domingo, 24 de Maio de 2009
1. Breve História da Mulher no Cinema

Não faria sentido abordar o papel da Mulher no cinema sem, inicialmente, tratar da história do cinema. Como será bastante óbvio para a maioria, a mulher não influencia o surgimento da Sétima Arte; no entanto, seria incompreensível abordar tal tema sem referir os grandes feitos primordiais, atribuídos a homens, e percorrendo a evolução do papel da mulher ao longo da história do cinema.
Além da óbvia contextualização histórica que este capítulo trará, permitir-nos-á avaliar o impacto das primeiras manifestações femininas no mundo cinematográfico. Estas manifestações trabalham em dois sentidos: por um lado, um papel ou personagem influenciará as mentalidades da sociedade sua contemporânea; por outro, a própria sociedade será transportada para o grande ecrã, e permitirá a construção de personagens.



publicado por Área de Projecto às 16:15
link do post | favorito

1.1. Primórdios, Primeiras Realizadoras, Marcos da História do Cinema

A história do cinema inicia-se, naturalmente, com as experiências feitas ao longo de todo o século XIX. Estas eram, quase exclusivamente, jogos ópticos, e podemos falar de inventores como William George Horner, Willian Fitton, J. A. Ferdinand Plateau ou Émile Reynoud.
Em 1891, Thomas Edison inventou o cinétografo e, posteriormente, o cinetoscópio. Foi com base nestes que os irmãos Auguste e Louis Lumière construíram o cinematógrafo: aparelho portátil que realizava três funções, filmar, revelar e projectar.

Em 1895 foi feita a primeira exibição pública paga de filmes e é, normalmente, esta, a data indicada como o nascimento do cinema.

Edison e Lumière foram, então, os primeiros realizadores e apresentaram, na altura, documentários que seriam o incentivo ao início do cinema amador: Sortie de l’usine Lumière à Lyon (1895) foi o primeiro documentário dos irmãos e Vitascope (1896), a primeira produção de Edison.

 

 



publicado por Área de Projecto às 16:14
link do post | favorito

2. A Mulher no Cinema Mundial

Com este capítulo, tencionamos averiguar as diferenças que cada uma das indústrias cinematográficas nacionais apresenta em termos do papel feminino, a partir de personagens e imagens projectadas em obras e/ou autores cuidadosamente seleccionados.


Não planeando fazer um estudo exaustivo de cada uma das imagens apresentadas, abordaremos casos singulares (como é caso de Pedro Almodóvar ou Sergei Eisenstein) ou representativos de uma época (Mary Pickord, Anna Magnani…), provenientes de algumas das mais importantes nações produtoras do cinema ocidental.



publicado por Área de Projecto às 16:13
link do post | favorito

2.1. A Mulher no Cinema Americano (1908 – 1962)

Neste capítulo, abordamos o período de ascensão e consolidação do cinema norte-americano, por corresponder ao surgir das primeiras divas de Hollywood. Obviamente, ao contrário do que acontece noutros países, não se pode dizer que este tenha sido o apogeu das produções cinematográficas — dá-nos, no entanto, uma ideia muito específica do papel das primeiras figuras femininas no grande ecrã.
Neste período, da ascensão inicial do cinema norte-americano (leia-se período compreendido entre 1908 e 1918), a figura feminina apresentada era, de certo modo, limitada. Nesta época, quem comanda o mundo do cinema é o realizador e Griffith é o nome sonante e reconhecido por todos: é, portanto, ele, quem escolhe que estrelas e os papéis que irão ser desempenhados. Habitualmente, estes estariam entre a jovem criança (normalmente interpretada por Mary Pickford), a mãe, esposa e dona de casa, ou a mulher perseguida, que seria resgatada pelo herói.

 

 



publicado por Área de Projecto às 16:11
link do post | favorito

2.2. A Mulher no Cinema Francês (1909 – 1965)

A abordagem deste período do cinema francês deve-se, por um lado, à possibilidade de estabelecer um paralelismo com a época estudada em relação ao cinema norte-americano e, por outro, à singularidade da própria Nouvelle Vague e da imagem da mulher por ela apresentada.
O cinema Francês é actualmente o mais dinâmico da Europa, tanto em termos de público, como em número de filmes produzidos e de receitas geradas pelas suas produções. No entanto, não é apenas conhecido pela sua importância actual, pelo contrário, sempre teve relevância em toda a história do cinema, bem como um papel de destaque na ascensão da Mulher no mundo da 7ª arte.
Num período considerado de 1909-1956, o cinema Francês viveu um clima de extraordinário espírito empreendedor: “ (…) uma época Pathé” (Georges Sadoul in História do Cinema Mundial). Pathé controlava agora, o monopólio do cinema Francês: “Os monopólios assentavam em «circuitos» de salas, ainda não muito extensas porque as exibições em locais fixos tinham começado havia pouco.” (Georges Sadoul in História do Cinema Mundial).

 



publicado por Área de Projecto às 16:10
link do post | favorito

2.3. A mulher no Cinema Alemão (1910-1940): O Peculiar Caso de Leni Riefenstahl

A história do cinema alemão tem um desenvolvimento peculiar, tendo sido fortemente delineada pelas duas Grandes Guerras e pelas ideologias políticas subjacentes.
Durante a I Guerra Mundial, começaram a surgir indícios de um surto artístico, renovador no cinema alemão: a indústria pesada alemã tinha consciência de que o cinema na América era um negócio com proveitos ao qual Wall Street não ficou indiferente e, por isso, a 4 de Julho de 1917, o General Ludendorf comunicou ao Ministro da Guerra que o cinema era uma forte “arma”, capaz de reunir uma mensagem moral, ideológica, e material aliciante e influenciador. Ludendorf, juntamente com importantes banqueiros, químicos, electricistas e militares fundaram uma poderosa sociedade, a Universum Film Aktiengesellschaft, vulgarmente conhecida pelas iniciais U.F.A.

 

 



publicado por Área de Projecto às 16:09
link do post | favorito

2.4. A Mulher no Cinema Italiano: O neo-realismo

O neo-realismo assume-se como uma “corrente artística surgida no Ocidente nos anos 30, com expressão nas artes plásticas, na literatura e no cinema. (…) O neo-realismo encontrou os seus temas principais na dinâmica histórica e social da luta de classes, exigindo à arte e aos artistas um compromisso e uma militância que eram o oposto da teoria da arte pela arte. O artista deveria ser uma força activa, considerando o homem como ser social e afastando-se do subjectivismo. A promoção dos desfavorecidos e humildes, a análise das condições de vida de camponeses e operários e ainda das condições históricas que as originaram são alguns dos seus motivos mais frequentes.” (in Enciclopédia UNIVERSAL multimédia).
Foi na Itália que o neo-realismo teve maior importância. Surgiu nos anos 40, num clima de tensão pós-guerra, caracterizado por fortes traumas que levou os cineastas e críticos italianos “a assumirem posição mais crítica em relação aos problemas sociais e reagirem contra os esquemas tradicionais de produção. (…) A renovação ocorre na temática, na linguagem e na relação com o público. A experiência neo-realista tem duração relativamente curta mas causa enorme impacto sobre as demais cinematografias

 



publicado por Área de Projecto às 16:08
link do post | favorito

2.5. A Mulher no Cinema Espanhol: Pedro Almodóvar, “o realizador de mulheres”

Este é um capítulo singular que, mais do abordar um cinema nacional, abordará um símbolo do que pode representar o papel da Mulher. Pedro Almodóvar surge com toda uma obra relacionada com esse assunto que é, sem dúvida, indispensável quando se estudam as diferentes imagens que o cinema projectou da figura feminina.
Convém notar que o cinema espanhol, tal como o cinema português, esteve submetido ao controlo do Estado durante os anos da ditadura franquista, que não permitiu a criação livre de uma indústria cinematográfica. No entanto, tal como nesse caso, surgiu um movimento que se opôs ao cinema controlado e, subtilmente, fez a sua propaganda anti-regime: é o caso de obras como El Verdugo ou (1963) ou Esa Pareja Feliz (1951).

 

 



publicado por Área de Projecto às 16:07
link do post | favorito

2.6. A Mulher no Cinema Soviético: O cineasta Sergei Eisenstein

Eisenstein é considerado o mais importante realizador soviético. Relacionado com o movimento vanguardista russo, participou activamente na Revolução de 1917 e na consolidação do cinema como meio de expressão artística. Teve alguns problemas com o regime de Estaline devido à sua perspectiva da ideologia comunista e à sua defesa da liberdade de expressão artística e da independência dos artistas, sendo perseguido num país em que a indústria cinematográfica não possuía recursos para se desenvolver.
Durante a sua carreira, realizou várias obras: algumas delas são consideradas das mais importantes da história do cinema. Aos 26 anos realizou A Greve (1924), mostrando que a arte e a política “podiam andar de mãos dadas” (Georges Sadoul in História do Cinema Mundial).
A sua obra mais importante, O Couraçado Potemkin (1925), permitiu-lhe ir trabalhar para Hollywood e ser convidado pela MGM, uma importante produtora. Mais tarde, desgostoso por não ver nenhum dos seus projectos ser levado a cabo, resolve voltar para a URSS, onde é chamado para realizar Alexandre Nevski (1938) e onde mais tarde realiza Ivan, O terrível (1944).

 

 



publicado por Área de Projecto às 16:07
link do post | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Maio 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

25
26
27
28
29
30



posts recentes

...

1. Breve História da Mulh...

1.1. Primórdios, Primeira...

2. A Mulher no Cinema Mun...

2.1. A Mulher no Cinema A...

2.2. A Mulher no Cinema F...

2.3. A mulher no Cinema A...

2.4. A Mulher no Cinema I...

2.5. A Mulher no Cinema E...

2.6. A Mulher no Cinema S...

arquivos

Maio 2009

Trabalho realizado por:
Catarina Viana, Irina Pedroso, Joana Alves e Sarah Saint-Maxent
Coordenadas pela
Professora Cecília Cunha
subscrever feeds